O BNDES anunciou ontem uma série de medidas para melhorar a vida das pequenas
e médias empresas num cenário de baixa liquidez. O banco ampliou os prazos de
pagamento e amortização do Programa Especial de Crédito (PEC) ou "girão", no
jargão do banco, que disponibiliza capital de giro para as empresas. Também
aumentou o acesso ao giro para as cooperativas agropecuárias e melhorou as
condições de prazo para e juro para os clientes do cartão BNDES.
No PEC, o banco ampliou o prazo total de 13 para 24 meses e o tomador passa a
ter carência de 12 meses, e mais 12 meses adicionais para amortização, antes os
5 meses de carência e no máximo 8 meses de amortização do início do programa.
Outra novidade foi que a vigência do PEC foi ampliada para 31 de dezembro.
Antes, o programa - que conta com uma linha de R$ 6 bilhões, das quais R$ 900
milhões já estão em análise e enquadrados - vigoraria até 30 de junho. Os juros
do PEC para as grandes têm taxa fixa de 20,05% ao ano, incluído o spread do
agente de até 4% ao ano. Para as operações com micro, pequenas e médias empresas
as condições são mais favoráveis, com juros de 19,15% ao ano.
A linha de crédito indireto via agente financeiro teve seus prazos de
refinanciamento ampliados para 36 meses com até 12 de carência para micro e
pequenas empresas. Também as empresas médias passaram a ter direito a
refinanciamento com prazo de 12 meses e até seis meses de carência.
O limite do cartão BNDES, muito demandado por micro, pequenas e médias
empresas dobra de R$ 250 mil para R$ 500 mil e os juros cobrados nos
financiamentos caem de 1,13% para 1% ao mês e o prazo de amortização foi
aumentado de 36 para 48 meses. Desde 2003, quando foi criado, já foram emitidos
165 mil cartões. O número de operações atingiu 135 mil, totalizando créditos de
R$ 1,9 bilhão concedidos via Banco do brasil, Caixa e Bradesco, que operam com o
produto do BNDES.
As cooperativas agropecuárias também passarão a contar com um reforço de
capital de giro. As cooperativas podem por meio do Prodecoop Agropecuário, obter
até R$ 10 milhões para giro com taxa de juro de 6,75% ao ano. (VSD)
Fonte: Valor Econômico